Sábado, Novembro 20

Hold.

"there's some cat on the saxophone
laying down a litany of excuses
there's madhouse longing in my baby's eyes
she rubs the lamp between her thights
& hopes the genie comes out singing"



Agarro a tua cintura: duas mãos, uma parede em miragem.

Encosto-te.

" - Por favor, não te mexas nestas janelas abertas de minutos!"

Cerras teus olhos, encosto-me quase em ousadia, levo meus lábios aos teus. Não os beijo, não agora, respiro entre o limiar do teu paladar.

Impresso, teu corpo em branco, para que as minhas mãos nunca sejam vazio.
Não são estandartes erguidos, as minhas perseguições: procuro-te, | de olhos postos no sofá |, procuro-te no espaço em que os sons asfixiam o silêncio, sem me olhares.

Escrevo-te, eu sei, por sentir tudo isto. Deixo-me, na imensidão do relógio, a espreitar a memória do teu regaço.

Fico-me
Quieto
À procura do teu chão.

Mergulho pelas costuras do firmamento, tudo pára, imóvel no toque do papel, exceptuando o teu sorriso, que baila, na ponta dos pés. E a casa, uma metarmofose, em tua graça.

Linha a linha ficam os corredores em vidro: sussurro-te a gravidade.


| Abraço-te nesta suave queda de um mundo que nos escapa entre os dedos |



São as minha palavras que tentam assustar todas as manhãs distantes do teu sorriso de Menina

.

2 comentários:

R disse...

"Oh babe, I'm a thousand miles away
And I just don't know what to say
'Cause Jesus only loves a man who bruises
But darling we can clearly see
It's all life and fire and lunacy
And excuses and excuses and excuses"

Ana "Strobe" Mendes disse...

Até que enfim escreves alguma coisa...
Está lindo...:)
Beijo...
Miss you.