não é uma boca
é uma porta embutida
a um mundo em quarentena
nasces |me| como éter
povoando a ausência de qualquer fricção
fome
fome de gritar aos Deuses da Casa os teus gemidos suados
a pele é tão pouco
a carne é tão fugaz
quando somos imagens
desenhadas
em poeira
sopra |me|
esse planeta que habitas refugia-se a quantos dedos do sol
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