
Quantas palavras se gastam num silêncio?
O som que nos sai deslizando pela boca, chegando a um olhar, ensurdecendo os sentidos que nos vão restando, ali, um nada, um vazio, um momento cheio de insinuações e sensações que ficam nas expectativa de um “e se… “.
E caímos… Uma queda adjacente a uma pergunta, a nós mesmos, darmo-nos a algo que por vezes simplesmente não entendemos, a lógica [o que resta dela?], a emoção [o sangue que circula em nós, uma adrenalina, um choro, um algo!], tempo… Fé [e o conceito?].
O movimento irá sempre nos apanhar na graça de uma finalização [saberemos finalizar?], quando restarem apenas duas mãos dadas e um copo vazio, quem sabe umas escadas? Ou até um passeio á beira-mar [nós e as marés prata…].
As mãos… e os erros… e as danças… e a simulação… e o desentender a sublime temperatura de um só segundo.
Girar em pequenas mentiras, não te assustes, já foste em tempo, ali, alma presente.
O que é durar um Inverno quando a vida é feita de quatro estações…?
